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Guaxupé
107 anos

História de Guaxupé - MG

Tardes de Matizes, orquídeas e café! Bem-vindo à Guaxupé!

Com pouco mais e  mil habitantes, Guaxupé cresceu em região de serra que era local de passagem de tropeiros que sairam da região aurífera do centro do estado em direção ao sul de minas em busca de ouro. O que encontraram aqui foi terra fértil para plantar. E por isso este município na região sul/ sudoeste de Minas Gerais desponta como um dos principais pólos de agronegócio do café em todo o mundo. Guaxupé é sede da Cooperativa Região dos Cafeicultores em Guaxupé (COOXUPÉ) e Exportadora de Café Guaxupé, do Grupo Olavo Barbosa.

Mas o crescimento da cidade veio do esforço de seus fundadores. 

Segundo o  pesquisador Marcos Davi, até o começo do século passado, o território em que se situa Guaxupé era mata virgem. As mais antigas referências dão conta de que somente em 1813 pés de homens civilizados pisaram a região que era habitada pelos primitivos.

"Caminho das Abelhas", significado indígena da palavra Guaxupé, é a versão mais aceita para a denominação que ficou até hoje. Tomou esse nome, por volta de 1814, o ribeirão e mais tarde o arraial, denominado Dores de Guaxupé. O documento mais antigo sobre posse de terras até agora conhecido tem a data de 28 de outubro de 1818: É uma escritura passada em Jacuí e pela qual João Martins Pereira e sua mulher Maria de Jesus do Nascimento vendiam a Antônio Gomes da Silva "terras de cultura de matos virgens e serrados"na paragem do Ribeirão do Peixe vertente para o Rio Pardo, junto a terras do próprio Gomes da Silva , que foi então ao que tudo indica, o segundo proprietário das terras em que depois surgiu a cidade.

Mais tarde, as terras foram transferidas a Paulo Carneiro Bastos, que doou 24 alqueires para a fundação da Capela de Nossa Senhora das Dores. Essa área era parte da Fazenda Nova Floresta , e nela em 1837, celebrou-se a primeira missa, num ato que pôde corresponder ao ato de fundação de Guaxupé. Paulo Carneiro Bastos, Francisco Ribeiro do Valle, o licenciado José Joaquim da Silva e o tenente Antônio Querubim de Rezende, são os nomes que os anais registram como fundadores de Guaxupé. A capela foi construída em 1839 e ao redor dela construíram-se as primeiras casas, exatamente no local onde está hoje a Avenida Conde Ribeiro do Valle , de onde derivava o "caminho de Santa Barbara das Canoas", atual rua Barão. Por volta de 1850, o Arraial de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé já contava com 180 casas, sete ruas e engenhos. Em 1853 a povoação foi elevada a Distrito de Paz, na jurisdição de Jacuí e em 1856 criava-se a Paróquia de Nossa Senhora das Dores de Guaxupé, pertencente à Câmara Eclesiástica de Caconde, no bispado de São Paulo.

Iniciou-se então a construção da nova igreja na atual praça Américo Costa. Francisco Ribeiro do Valle, ao falecer em 13 de abril de 1860 legou "quatrocentos mil réis" à Paróquia. Em 23 de junho de 1854, o povoado foi elevado a Freguesia, no termo de Jacuí e Município de São Sebastião do Paraíso. O município de Guaxupé foi instigado pela lei 556, de 30 de agosto de 1911, com território desmembrado de Muzambinho, e instalado solenemente em 1º de junho de 1912 , data em que se comemora.

Era uma conseqüência da grande expansão econômica que tomara vulto desde 1904, quando chegaram os trilhos da Mogiana. A Comarca foi criada em 1925, pela lei 879 de 25 de janeiro.

Cidade Polo

Guaxupé desponta como pólo de referência da região.É sede da Associação de Municípios da Microrregião da Baixa Mogiana (AMOG) e centro comercial e de prestação de serviços para cidades do entorno. 

A posição de destaque veio graças a implantação da Diocese de Guaxupé, em 1916, quando a município se tornou sede do bispado com a transferência de Dom Assis para a cidade causada por divergências políticas com a elite de Pouso Alegre (MG). Com  implantação da diocese podemos destacar a expansão cultural e educacional de Guaxupé com a implantação do Seminário Propedêutico, Colégio Imaculada Conceição e a Fundação Educacional Guaxupé, que hoje é mantenedora do centro universitário, o UNIFEG.

Santo Guaxupeano

Desde fevereiro de 2018, a cidade vive a expectativa de ter o primeiro beato da Diocese. Trata-se do Bispo Dom Inácio João Dal Monte. Inúmeros fiéis da região relatam curas milagrosas atribuídas ao religioso que morreu em maio de 1963. O processo de beatificação está em andamento e o bispo já tem o título de servo de Deus.

Tradições

No mundo globalizado e com tecnologia por todos os lados, as tradições permanecem em Guaxupé, como a Companhias de Reis. Todos os anos, entre os dias 25 de dezembro e 06 de janeiro, as ruas da cidades são tomadas pelo barulho da cantoria, e as cores das bandeiras e dos bastiões. Guaxupé conta com 21 grupos de companhias de reis e pastorinhas. No mês de janeiro acontece o tradicional Encontro de Companhia de Reis na Igreja Sagrada Família dos Santos Reis, no bairro Parque dos Municípios que recebe visitantes de outras cidades.

No mês de agosto os amantes da tradição se encontram novamente no Encontro Folclórico, organizado pela Associação de Defesa do Folclore, na Casa da Cultura de Guaxupé.

Confira os Principais eventos  do Calendário Guaxupeano:

Janeiro- Companhias de Reis

Fevereiro/Março- Carnaval

Abril- Celebração da Semana Santa e Páscoa

Junho- Aniversário da Cidade

Julho- Expoagro e Exposição Nacional de Orquídeas

Agosto- Encontro Folclórico

Setembro- Dia de Nossa Senhora das Dores, padroeira da cidade

Dezembro- Natal de Luz e Companhias de Reis


Texto: Ana Carolina Negrão

Foto: Celso Moraes