Portal da Cidade Guaxupé

Pedido de CPI

Ex-presidente da Câmara protocola pedido de CPI contra Maria José

Nico, que foi um dos envolvidos na “Farra das Diárias”, pediu abertura de CPI contra vereadora na Câmara Municipal.

Postado em 31/07/2019 às 19:27 |

Ex-vereador Nico, um dos envolvidos na Farra das Diárias, protocolou pedido de CPI. (Foto: Jornal Jogo Sério)

Maria José Cyrino é alvo de pedido de abertura de CPI. (Foto: Arquivo)

O ex-vereador e Presidente da Câmara Durvalino Gôngora de Jesus, o Nico, pediu mais uma vez abertura de Comissão Parlamentar de Investigação contra a vereadora Maria José Cyrino (Cidadania). O assunto veio à tona nesta quarta-feira (31). O ex-vereador, que responde a três inquéritos civis e a um procedimento administrativo de controle da Constitucionalidade junto ao MP, quer que a atual legislatura investigue supostas denúncias contra Maria José, na época em que a mesma era secretária de Obras no município.

O requerimento já foi feito à Câmara neste ano e foi indeferido pelos vereadores.

Acusações 

A vereadora Maria José Cyrino foi alvo de investigação pelo Ministério Público em abril de 2015, após Sindicância instaurada pela Prefeitura. Das seis acusações contra a ex-secretária de Obras, somente uma foi aceita pelo Ministério Público e um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado entre as partes.

O depósito identificado na conta de Prefeitura de Guaxupé no valor de R$5.720,00 foi realizado no dia 11 de dezembro do ano passado.

Procedimento contra a vereadora Maria José Cyrino foi homologado e arquivado pelo CSMP. (Reprodução)

Oito dias depois de feito o depósito, Nico solicitou “como cidadão contribuinte (...) o andamento detalhado do supracitado inquérito, em especial, informações no que tange a apuração do provável desvio de verbas e se a prática enquadraria como improbidade administrativa”.

Na reposta, o promotor Cláudio Luiz Gonçalves Marins, informou que “ foi proposta a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta visando à devolução de recursos aos cofres, o que foi feito e aceito e integralmente cumprido pela compromissária, aliás em procedimento análogo àquele que beneficiou Vossa Senhora (Nico) quando também foi investigado nos Inquéritos Civis 0287.11.000001-8 e 0287.11.000021-6”.

Ex-vereador e proponente da CPI é alvo de quatro procedimentos no Ministério Público (Reprodução)

“Assunto Superado” 

Ao Portal da Cidade Guaxupé o promotor Cláudio Marins informou que a denúncia contra Maria José Cyrino é assunto superado. “Ao receber a sindicância recebida pela prefeitura, avaliei e conclui por um único motivo. Fizemos o cálculo da hora do uso da máquina e ela pagou. Para mim o assunto está superado há muito tempo”, explicou o promotor. O Inquérito Civil em questão contra Maria José é o único procedimento que aparece contra a vereadora no Ministério Público de Minas Gerais.

A homologação e arquivamento do inquérito foi aprovado pelo Conselho Superior do Ministério Público em fevereiro deste ano.

Investigação 

Durante a coletiva de imprensa com dois veículos de comunicação e para a qual o Portal da Cidade Guaxupé não foi convidado, o ex-vereador afirma que há investigação na Polícia Civil sobre as ações da vereadora Maria José. O Portal entrou contato com o delegado Gabriel Belchior, que não confirmou e nem negou o fato, e limitou-se a dizer que o caso está “sob sigilo”.

Pedido de CPI 

Para Maria José o pedido é incabível. “Minha questão já está resolvida num TAC junto ao MP o qual já foi arquivado após decisão colegiada do mesmo em Belo Horizonte. No tocante à Câmara, está nas mãos do presidente para que ele tome a decisão que ele achar conveniente. Tenho certeza que o Léo saberá conduzir na forma do regimento interno que foi atualizado em dezembro de 2018”, ressaltou a vereadora.

O Portal da Cidade entrou em contato com o ex-vereador Nico, através de aplicativo de troca de mensagens e questionou as motivações pelas quais o ex-presidente da casa pediu abertura de CPI contra a vereadora, bem como os procedimentos dos quais o ex-vereador também responde no MP. Até esta publicação não obtivemos retorno. 


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