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Tumulto na Avenida

Advogado contesta versão da PM de Guaxupé e diz que levará caso à corregedoria

Advogado de defesa do motociclista detido em operação que terminou em tumulto na Avenida Dona Floriana no último sábado (14) refutou versão da corporação

Publicado em 18/01/2023 às 10:58

Motociclista de 19 anos foi detido e liberado em seguida. (Foto: Redes sociais)

O advogado Thiago Félix, responsável pela defesa do motociclista detido pela Polícia Militar de Guaxupé durante blitz no último sábado (14), informou ao Portal da Cidade Guaxupé que solicitou as imagens das câmeras de segurança e que levará o caso á Corregedoria da Polícia Militar de Minas Gerais.

O advogado contesta a versão da PM de Guaxupé de que o motociclista de 19 anos colidiu com a viatura ao tentar fugir de uma abordagem durante uma blitz.

"Solicitamos as câmeras de segurança. A dinâmica é que a Polícia Militar entrou (com viatura na Avenida Dona Floriana) e bateu no nosso constituinte. O que buscamos aqui é a justiça e que regra do jogo seja seguida", disse o advogado ao Portal da Cidade. e acrescentou "Vamos entrar na Corregedoria para que seja feita a apuração em tese da conduta policial".

O caso

No último sábado (14), um motociclista de 19 anos foi detido pela PM depois de, segundo os policiais, ter tentado fugir de uma blitz na esquina da Avenida Dona Floriana, com a Rua Santo Antônio, na região de bares da Grande Avenida, e colidir com uma viatura policial.

Durante a abordagem, frequentadores de bares e pessoas que estavam na avenida começaram atirar objetos nos policiais que revidaram com tiros de arma de borracha. A ação chamou a atenção da população por ser a primeira vez que PM utiliza esse recurso em Guaxupé.

O comandante da Polícia Militar de Guaxupé, Capitão Salgado defende a ação dos policiais na ocasião. 

"A Polícia Militar pode usar força quando for necessário e naquela situação de aglomeração de pessoas em torno dos militares, dano ao patrimônio público, tendo em vista que a viatura foi apedrejada e estava colocando em risco a vida dos militares e do abordado que foi necessária fazer a prisão, tendo em vista a desobediência de leis de trânsito, colocando em risco a vida de pessoas no trânsito e também a desobediência das ordens emanadas pelos militares foi necessária a utilização de instrumentos de menores potenciais ofensivos, seja eles bala de borracha, tonfa, o uso de algemas, agente químico. Quando tem essas manifestação, que colocam em risco a vida do militar, ele pode fazer a utilização de força com instrumentos de menores potencial ofensivo", disse o comandante.

Fonte:

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