Portal da Cidade Guaxupé

Repercussão

ACIG pede revogação do Decreto de Quarentena à prefeitura

Fechamento de comércio não essencial começa a valer neste sábado e desagradou comerciantes

Postado em 08/01/2021 às 19:26

ACIG pediu revogação do decreto de quarentena que começa a valer neste sábado (09). (Foto: Arquivo)

A Associação Comércio e Indústria de Guaxupé (ACIG), solicitou à prefeitura de Guaxupé a revogação do Decreto nº 2.236, que estabelece quarentena em Guaxupé a partir deste sábado (09) com duração de dez dias. No ofício encaminhado à prefeitura nesta sexta-feira (08), a Acig alerta que a “, a proibição indistinta de funcionamento do comércio e prestação de serviços é extremamente danosa para a economia local, provocando uma queda significativa na receita dos comerciantes, prestadores de serviços e, por consequência, da própria ACIG, além de demissões de colaboradores”

Segundo o documento, a entidade afirma que o comércio não pode ser sacrificado. “O comércio e prestadores de serviços locais não podem ser os únicos sacrificados com a paralisação das atividades, até porque resta comprovado que o aumento de infectados pelo COVID-19 não se deve pelo desenvolvimento de atividades comerciais e de prestação de serviços, como reconhecem em suas manifestações o Digno Vice-Prefeito e Secretário de Governo, Sr. Rodrigo Borges, e o Sr. Promotor de Justiça, Dr. Ali Mahmoud Fayez Ayoub, na live divulgada nesta data, mas sim pelas aglomerações decorrentes das festas de final de ano”, diz o documento. 

Segundo o presidente da ACIG, José Gonçalves, o decreto pode impactar na economia da cidade. “ A gente está pedindo para eles rever essa situação, se consegue restringir um pouco, pelo menos colocando de segunda a sexta, e fechando aos sábados, ou na pior das hipóteses abrir meio dia, para que os comerciantes não sofram tanto. Haja vista que tem os impostos para pagar no início do ano e os funcionários têm que receber salário”, afirmou o presidente ao Portal da Cidade.

Repercussão 

Na noite de ontem o Padre Reginaldo Silva, pároco da Catedral de Guaxupé criticou o decreto durante a missa na catedral. “ Se os outros não foram irresponsáveis, se as autoridades não foram irresponsáveis, a igreja é que não pode pagar o pato pela irresponsabilidade de muitos. Nós desde o começo da pandemia, desde o primeiro dia, a igreja segue prontamente todos os protocolos. Por que agora a igreja tem que pagar pela irresponsabilidade dos outros? A Igreja vai permanecer aberta vai ter a missa às 7h às segundas, quartas, quintas e sextas; e missa às 19h todos os dias. Quem quiser vir participar, vem, e já sabe dos protocolos. Como desde março a gente vem seguindo os mesmo protocolos. Abriram, foi esse monte de gente para praia. Por esse monte de gente para as avenidas lotadas, tudo sem máscaras e agora a gente está vendo nossas UTIs lotadas e as nossas autoridades acordam”, disse o pároco durante a missa.

Apesar do decreto prever multa, um grupo de comerciantes deve permanecer aberto neste sábado. Segundo informações obtidas pelo Portal da Cidade Guaxupé, mais de 70 estabelecimentos podem abrir as portas. 

Santa Casa 

Nesta sexta-feira (08), a diretora técnica da Santa Casa, Dr.ª Salma Regina Gallate falou com o Portal da Cidade sobre a situação da pandemia na cidade. “ Estamos vivendo agora um outro momento. (..) Nós temos em Guaxupé, testados pela prefeitura, 1542 pessoas positivas, isso era do dia 7. Isso é número bastante expressivo, para quantos essas pessoas poderiam transmitir para outros contatos. Se a gente levar em consideração, que desde o início a questão matemática que a gente fazia aqui em termos exponenciais, elevaria à quarta e à oitava potência, algo muito abrangente, muito amplo. Essas 1500 pessoas já contaminaram outras 1500 pessoas. E se levar isso exponencialmente, vamos ver que a maioria das pessoas já estão contaminadas. Umas manifestaram a doença e outras não.”

Sobre o novo decreto, a médica acredita que se a população seguisse as medidas básicas de segurança como o uso de máscaras, a realidade da cidade poderia ser outra. “Não sei até que ponto fechar o comércio vai evitar que o vírus se propague. Porque, de certa maneira, se você usar, com toda a segurança que é preciso, como estava sendo feito, com restrição do número de pessoas que entram de acordo com o metro quadrado do estabelecimento, o uso de máscaras, o distanciamento. Com todas essas medidas, não precisaria fechar o comércio não essencial e as academias de ginástica”. 

Veja aqui a entrevista completa com a médica. 

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