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Brigas

Após brigas na região de bares da Grande Avenida, população pede segurança

Somente na sexta-feira (07) foram registradas quatro brigas em pontos diversos da Avenida Dona Floriana. Juiz Milton Furquim emitiur nota sobre o assunto.

Postado em 10/02/2020 às 13:33 |

Publicação pedindo providência das autoridades sobre brigas na região de bares da Avenida Dona Floriana repercutiu entre os guaxupeanos. (Foto: Reprodução/Facebook)

As constantes brigas na região de bares da Avenida Dona Floriana têm causado preocupação entre frequentadores do local e a sociedade em geral. Na manhã desta segunda-feira (10), o juiz da Vara da Infância e Adolescência, Milton Biagioni Furquim, emitiu nota sobre a situação. Na mensagem, o magistrado demonstra preocupação e relata que ele chegou a acionar a Polícia Militar no local, mas não foi atendido. Na madrugada de sexta (07) para sábado (08) foram registradas quatro brigas no local, envolvendo tanto homens quanto mulheres.

A página de humor “Guaxupé Depressão” chegou a fazer um apelo para as autoridades para aumentar a segurança na área. 

“Gente, aquele pedaço do lado da faculdade, a situação está crítica, foram os 3 dias, sexta, sábado, e domingo, ambos com brigas, não estou associando com nenhum estabelecimento pois todos por ali são de respeito, me refiro as pessoas que ficam ali em volta, drogas, bebidas, menores e brigas, o trem tá (sic) feio, venho por meio desta mensagem pedir um apelo as autoridades que olhem para aquele local, antes que aconteça uma cagada!!! Eu frequento todos os estabelecimentos por ali, porém essa situação que está na rua, essa verdadeira bagunça digamos assim, vai afastar a clientela!!!”, informou a postagem. 

Aglomeração

Um dos comentários lembrou que aglomerações em frente a pontos de entretenimento em Guaxupé são comuns. “Desde minha adolescência, jovens e adultos da cidade se reúnem em algum lugar: Kalanchoe, Heliodora, Portão Fechado, Flamboyant, Pinguim, Posto SP/Minas, Carnaval (não necessariamente nessa mesma ordem) e TODOS esses espaços foram marginalizados, fecharam e os jovens migraram para outros espaços. Sempre houve aqueles que brigavam, sempre houve os que cometiam excessos, sempre houve os que usavam drogas - em todos os lugares onde jovens e adultos (sejamos honestos) se reúnem há isso, independente da classe social ou idade, mesmo e principalmente em espaços temporários de lazer, isso acontece. O fato é: as pessoas querem, precisam e vão se divertir. Agora vejamos, se há ali um aglomerado de pessoas, houve um fato e o próprio juiz ligou para o órgão responsável e não deu nada, acho que encontramos o problema. É preciso muita cautela nas boas intenções, porque o caminho mais fácil sempre foi retirar o lazer de todos por causa de alguns. Perdem os jovens, perdem os comerciantes, perde a cidade”, dizia o comentário.

Menores

Segundo informou o Coordenador do Comissariado de Menores, Luiz Antônio Ferreira, os envolvidos nas brigas na Grande Avenida são maiores. “ Estamos ali para fiscalizar os menores. Se tem alguma irregularidade fazemos a nossa parte, mas não interferimos em nada que envolva menores”, disse o coordenador.

O Juiz Milton Furquim também lembrou que em Guaxupé ainda está em vigor o toque de recolher para menores de idade. “A questão é que temos poucas pessoas para fiscalizar. O comissariado faz o trabalho dele mesmo com falta de recursos”, disse o magistrado

O Portal da Cidade Guaxupé entrou em contato com a Polícia Militar por meio de telefone e whatsapp questionando as falhas de atendimento indicadas pelo juiz de direito, mas até essa publicação, não recebemos retorno. 

Veja a nota completa do Juiz Milton Biagioni Furquim:

"Bom dia. Tomei conhecimento logo pela manhã de uma postagem no grupo Guaxupé Depressão, onde um cidadão manifestou sua preocupação com a movimentação nos finais de semana e feriados, nos e nas cercanias dos estabelecimentos do Kutiula, Vintage e demais casas, por inúmeras pessoas de todas as faixas etárias, em especial menores de idade.

De minha parte – juiz da Infância e Juventude, quero aplaudir o cidadão autor da postagem, pois realmente a situação no local está caótica tendo em vista a quantidade de público nestes locais e sem qualquer atuação das autoridades que, em razão disto, muitas brigas tem acontecido no local. Há, inclusive, informações de que a droga corre ‘solta’ no local e, tudo leva a crer que realmente tal deva estar acontecendo.

Não se trata de atribuir maior ou menor grau de responsabilidade a esta ou aquela autoridade, todas tem sua culpa e tem contribuído para que a situação continue trazendo preocupação a toda população guaxupeana, desde os pais, proprietários dos estabelecimentos, cidadãos e transeuntes. Parece-me (menos às autoridades).

Em que pese algumas – esporádicas, atuação dos policiais no local, mas creio não ser o suficiente, já que faz-se necessária a presença policial em todos finais de semanas e feriados dando ‘batidas’, agindo com mais rigor para que os ‘meliantes’ aproveitadores da situação possam ser retirados de circulação e dar tranqüilidade e segurança aos frequentadores do local.

Têm acontecido inúmeras brigas no local, e isto tem deixado os proprietários dos estabelecimentos preocupados, pois diante de tais acontecimentos não se sentem seguros para acionar a polícia, já que todos fazem a mesma reclamação: ‘de nada adianta reclamar, a polícia não comparece no local’. Estão se sentindo impotentes e a falta de segurança para dar-lhes tranqüilidades em suas atividades comerciais. E procede a reclamação.

Por coincidência, neste final de semana sexta/sábado, por volta de ¾ hs da madrugada, estando no local, já que neste horário vou ao forum trabalhar, passei no Kutiula comer um lanche, quando, logo em seguida, em frente deu-se início a uma briga entre mulheres de certa proporção com o envolvimento de muitas pessoas. Na condição de juiz, e estando no local, fiz o mínimo que poderia ter feito, e que qualquer cidadão deveria fazer, acionei o 190 e fui atendido pelo policial plantonista. Identifiquei-me e relatei a situação. Segundo o proprietário do estabelecimento, está esperando até agora a presença da Polícia. E o que dizem tem lá sua razão de ser, se um chamado do Juiz não foi atendido, o que dirá de um cidadão então?.

Quanto a presença de menores no local e em outros locais, o Juizado da Infância e Juventude tem feito o que pode dentro de sua frágil estrutura. O Comissariado de Menores tem feito um trabalho digno de elogios, mas também, aquém da necessidade, pois diante da movimentação de pessoas nestes locais, com certeza regados a drogas e bebidas, fica muito perigoso a abordagem deles se não estiver acompanhados por policiais, muito embora o Comissariado tem contado com o apoio da Polícia.

A regulamentação de som ao vivo em vias públicas somente a Prefeitura, pelos seus órgãos competentes, é que tem atribuição para regulamentar o período e horário de atividades sonoras. Não cabe a regulamentação ao Juizado da Infância Juventude. Creio que já passou da hora de haver uma regulamentação dessa atividade nas vias públicas. E, em havendo regulamentação, caso o organizador (proprietário) a descumpra, é simples, basta cassar o alvará de funcionamento. Também a fiscalização quanto a atividade comercial se atende todas as condições para tal, somente uma fiscalização municipal é que pode ser praticada.

Os proprietários, também, têm contribuído para a caótica situação. O mínimo que poderiam fazer, cotizando-se, deveriam por em atuação ‘guardas/seguranças’ para colaborar na fiscalização.

Não se trata de criar dificuldades para que hajam eventos aberto ou fechado de modo a restringir o divertimento da juventude, mas o que precisa ter são regras e ser obedientes a elas.

As autoridades tomam providências com rigor, ou então aguardem o pior acontecer.

Guaxupé, 10/02/2020 – 7 horas"

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